Blog de betinhoduarte
  

Arquivos secretos da Marinha

http://revistaepoca.globo.com/tempo/noticia/2011/11/os-arquivos-secretos-da-marinha.html



Escrito por betinhoduarte às 07h14
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"Tem coisas que o coração só fala para quem sabe escutar!"
 
  
 NATAL 2011 - ESPALHE ESSA IDEIA.
 
 Que tal fazer algo diferente,  este ano, no Natal?
 Sim ... Natal ... daqui a pouco ele chega .
 Que tal ir a uma agência dos Correios e pegar uma das 17 milhões de  cartinhas de crianças pobres e ser o Papai ou Mamãe Noel delas?
 Há a informação de que tem pedidos inacreditáveis..
 Tem criança pedindo um panetone, uma blusa de frio para a avó...
 É uma idéia.
 É só pegar a carta e entregar o presente numa agência do correio até dia  20 de Dezembro.
 O próprio correio se encarrega de fazer a entrega.
 
 Imagina uma criança pobre, recebendo o presente que pediu ao Papai Noel...
 
DIVULGUE PARA SEUS AMIGOS 
 
Na vida, a gente passa por 3 fases:
 
- a primeira, quando acreditamos no Papai Noel;
 - a segunda, quando deixamos de acreditar e
 - a terceira, quando nos tornamos Papai Noel

 



Escrito por betinhoduarte às 07h10
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Maitê quer se livrar de Dilma, mas não dos R$ 13 mil que embolsa da Previdência


Saiba como a  Srta. Proença conseguiu provar que é uma excelente atriz, pelo menos na encenação do papel de feminista

A atriz, apresentadora e pretensamente feminista Maitê Proença (aquela que conclamou os "machos selvagens" para que salvassem o Brasil de Dilma Rouseff) tem uma pensão vitalícia de 13 mil reais por ser filha de funcionário público e solteira. Está na lei, e, friamente, ela tem direito ao nosso dinheiro de contribuinte.

A SPPrev, autarquia vinculada à Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, tentou suspender o benefício em 2009, com base em um trecho de um livro de Maitê dizendo que tinha vivido em relação estável por 12 anos. A declaração deveria ser suficiente para excluí-la da categoria "solteira", no entendimento da SPPrev. Numa decisão em meados do ano passado, a Justiça brasileira suspendeu a decisão da autarquia e concedeu o direito à pensão para a Srta. Proença.


A lei complementar de 1978 garante o direito à pensão paras as filhas solteiras de servidores públicos, desde que não se casem nunca; em se unindo em matrimônio, perdem a pensão. Não há outra palavra exceto "absurdo" para qualificar a aplicação dessa lei, mais ainda no caso específico.

Surgida num contexto diferente, e mesmo assim já atrasada, a ideia da lei era garantir o sustento de pessoas que não conseguiriam sozinhas, desde que sejam filhas de funcionários públicos. Além disso, o anacronismo da pensão é evidente. A necessidade de ser mulher e solteira é porque, preconceituosamente, assume que a uma mulher não resta outra opção que não a de ser sustentada pelo "macho selvagem", pai ou marido.

Que as mulheres são minoria — no sentido de representação social e participação econômica, e não numérico do termo —, não há dúvida alguma. Tampouco de que merecem atenção especial de leis contra a discriminação no ambiente de trabalho ou a agressão doméstica que as vitimiza. No Brasil, dez mulheres são mortas por dia, a esmagadora maioria pelos seus companheiros. Mas isso em nada tem relação com a pensão para filhas solteiras de servidores públicos. Não é esta uma ação afirmativa, de caráter social, apenas um privilégio.

Se há a intenção de proteger as vidas daqueles incapazes de cuidar de si mesmo por seu próprio sustento, por que o benefício é restrito a algumas categorias, em especial de funcionários públicos? Por que ela não é estendida a todos aqueles que, por qualquer motivo, não conseguem meio de subsistência? Por que Maitê tem direito, enquanto pessoas realmente excluídas, alijadas da sociedade de consumo não são contempladas?
-
É por demais óbvio que a atriz e apresentadora está entre os 5% mais ricos do país, por mérito próprio. 

Ainda assim, a Justiça brasileira, e os brilhantes e caríssimos advogados, garantiram uma "pequena" quantia mensal para Maitê, o suficiente para seus alfinetes. É este o nosso Estado e nossa justiça, cheios de privilégios para uma pequena casta, enquanto o resto da população sequer tem acesso aos direitos básicos.

Para aqueles que lutam pela igualdade de direitos civis,  que acham que o Direito deve reconhecer um fato, deve se adaptar aos tempos, a insistência e o recurso dos advogados de Maitê Proença e a consequente decisão a favor da manutenção da pensão são um enorme desserviço.

Ao achar que filhas solteiras de servidores públicos têm direito à pensão, que sai do bolso da população, a Justiça zomba mais uma vez de todos nós. E a Srta. Proença prova que é uma excelente atriz, pelo menos na encenação do papel de feminista.


Escrito por betinhoduarte às 07h05
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A COMISSÃO DA VERDADE E DO MEMORIAL DA ANISTIA POLÍTICA DA OAB/MG solicitou ao Dr. Luís Cláudio Chaves, presidente da OAB/MG, que sugerisse à Presidenta Dilma Rousseff os seguintes nomes para comporem a Comissão da Verdade que foi criada hoje, dia 18/11:
01 - Patrus Ananias de Sousa
02 - Antônio Ribeiro Romanelli
03 - Márcio Augusto Santiago
04 - Fahid Tahan Sab
05 - Alberto Betinho Duarte
(para o cargo em comissão do Grupo - Direção e Assessoramentos Superiores).
A Comissão da Verdade e do Memorial da Anistia Política da OAB/MG já implementou várias iniciativas como uma representação junto ao Ministério`Público Federal de Minas Gerias visando apurar todos os crimes cometidos pela ditadura militar. Também esteve no Congresso Nacional quando da votação do projeto pelos deputados federais, sugerindo modificações no texto.
Estamos nos colocando à disposição para receber denúncias, documentos relativos à ditadura militar, que serão encaminhados à Comissão da Verdade. Já temos um dossiê comprovando que JK foi assassinado.
Finalizando, homenageamos mais uma vez os advogados mineiros, já falecidos, que lutaram contra a ditadura militar:
1 - Geraldo Magela de Almeida
2 - Afonso Maria da Cruz
3 - Ariosvaldo de Campos Pires
4 - Edgar de Godoi da Mata Machado
5 - José Roberto Gonçalves de Rezende
6 - José Carlos Novaes da Mata Machado
7 - Dimas da Anunciação Perrin
8 - Antônio Joaquim de Souza Machado
9 - Adherbal Teixeira Rocha
10 - Raul Décio de Belém Miguel
11 - José Matheus Pinto Filho
12 - José Toledo de Oliveira
13 - Orlando da Silva Rosa Bomfin Júnior
14 - Sami Sirihal
15 - Antônio de Oliveira Lins
16 - Lourival Vilela Viana

COMISSÃO DA VERDADE E DO MEMORIAL DA ANISTIA POLÍTICA DA OAB/MG



Escrito por betinhoduarte às 06h58
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Vera Paiva
Comissão da Verdade: quem cala, consente

A impunidade e o sigilo sobre a violação de direitos humanos serão cúmplices do sofrimento dos brasileiros cotidianamente afetados por herança de horror
Eu presenciei, no dia 18 de novembro, no Palácio do Planalto, a presidenta Dilma sancionar a Comissão da Memória e da Verdade.
Pode ser um passo histórico para o país. Não somente para as famílias de adolescentes, mulheres e homens marcados por tortura, prisões arbitrárias, mortes e desaparecimentos no período da ditadura.
Afinal, até hoje, incontáveis brasileiros, especialmente os mais pobres, os menos brancos e os homossexuais ainda têm seus direitos violados, são cotidianamente agredidos sem defesa nas ruas ou presos arbitrariamente, sem respeito à integridade física e moral.
Como a juíza Patrícia Acioli, muitos ainda são brutalmente assassinados quando buscam justiça.
Nossa história familiar é, portanto, uma entre tantas já testemunhadas. A exposição sobre Rubens Paiva, que viaja o Brasil, mostra a vida do jovem estudante da UEE que lutou pelo "Petróleo é Nosso", depois eleito deputado federal e cassado pelo golpe de 1964.
Pai de cinco filhos, bem-sucedido engenheiro e democrata preocupado com o seu país, foi preso em casa quando voltava do vôlei da praia, feliz em almoçar com a família no feriado. Dirigiu seu carro até o quartel, cujo recibo de entrega é a única prova de que foi preso.
Minha irmã de 15 anos e minha mãe, sequestradas no dia seguinte, ficaram dias no DOI-CODI, cenário de horror naqueles tempos. Reencontrei-as esquálidas e com a alma partida. Minha mãe por anos a fio tentou encontrá-lo, ou pelo menos ter notícias. Nenhuma notícia.
Quarenta anos depois, nós da família e os amigos honramos juntos sua memória na inauguração da exposição, finalmente. Descobrimos que a data em que cada um decidiu que Rubens Paiva tinha morrido variava muito, meses e anos diferentes: aceitar que ele tinha sido assassinado seria matá-lo mais uma vez.
Essa cicatriz ficará menos dolorida se nada disso se repetir, se o Brasil consolidar sua democracia e seu caminho para a paz.
Na cerimônia em que ouvi o bom discurso da presidenta Dilma e recebi seu abraço carinhoso, não tive a oportunidade de falar.
Lembraria em minha fala que em 1977, numa das primeiras manifestações pós-1968 pelas liberdades democráticas e contra prisões arbitrárias de colegas, como estudantes organizados no DCE da USP distribuíamos pacificamente uma carta aberta à população.
Parados pelas bombas do coronel Erasmo Dias, sentamos no viaduto do Chá e lemos em voz alta a carta que recitava: "Hoje, consente quem cala".
Essa será uma "Comissão da Meia Verdade" se calarmos ou consentirmos, não é mesmo?
Autonomia, soberania e uma grande equipe de apoio são necessárias à Comissão para que a Memória e a Verdade venham à tona.
Será fundamental para que os violadores de direitos humanos, os armados torturadores de hoje, não se sintam impunes e impeçam a paz e a justiça de todos os dias.
Chile, Argentina e África do Sul deram exemplos de como fazê-lo. Entidades internacionais concordam conosco que a impunidade e o sigilo sobre a violação de direitos humanos, ontem e hoje, serão cúmplices do sofrimento dos brasileiros cotidianamente afetados por essa herança de horror.
Embora não mais apoiada em leis de exceção, essa herança segue pela ação daqueles que desrespeitam sua obrigação constitucional, dos que perpetuam a cultura que alimenta a intolerância e a violência institucionalizada. A democracia deve ser reconstruída e valorizada a cada geração. Somos todos responsáveis, civis e militares.
Hoje, quem calar consentirá.



Escrito por betinhoduarte às 14h32
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   DA ANISTIA AOS DIREITOS HUMANOS

COMEÇA O DIA INTERNACIONAL DA CRIANÇA. HÁ 31 ANOS FOI ASSASSINADO UM MENOR NA DELEGACIA DE FURTOS  E ROUBOS DE BELO HORIZONTE.
MENOR DE 14 ANOS É  MASSACRADO
NA DELEGACIA DE FURTOS E ROUBOS DE BELO HORIZONTE  E O  CADAVER "SUMIU" .
BETINHO DUARTE , JOÃO BATISTA MARES GUIA, VICENTÃO , MACHADINHO , FAMILIARES NO CEMITÉRIO ABRINDO O CAIXÃO PARA VER SE O MENOR COSMINHO ESTAVA LÁ MESMO.
A luta pela anistia já estava se consolidando quando nossas atenções se voltaram para os direitos humanos. A violência da ditadura atingia a todos indistintamente. Prisão, sequestro e tortura eram rotina. Ninguém saía impune. Todos eram suspeitos. Qualquer policial ou dedo-duro tinha poder. O terror estava implantado.
Éramos contra qualquer tipo de violência contra quem quer fosse.
O caso mais grave aconteceu com um menor. Seu nome era Cosme Vieira Lima, não tinha 14 anos. Ele estava sendo acusado de participar de uma gangue, que se escondia no Alto dos Minérios,  acusada de assaltos e estupros.
No dia 06 de dezembro de 1978, quarta-feira, às 6 horas da manhã, Cosminho, como era chamado, foi preso em sua casa no Bairro São Bernardo, Rua Floramar, nº 17, e levado para a Delegacia Especializada de Furtos e Roubos.
À noite, às 22 horas do mesmo dia, Cosme Vieira Lima morria no Pronto Socorro, sendo seu corpo  "sumiu" por oito dias. O que aconteceu ninguém soube ao certo. Foram várias as versões.
Uma delas foi a de que Cosminho havia sido muito torturado pelos policiais, sendo posteriormente jogado na cela e um outro preso acabou o "serviço".
O certo é que o corpo desapareceu.
Aí entramos no caso - CBA  - COMITÊ  BRASILEIRO PELA ANISTIA /MG e  MFPA - MOVIMENTO FEMININO PELA ANISTIA/MG - ou seja, menor, preso na Furtos e Roubos, assassinado e o corpo some! Com muito custo conseguimos localizar o corpo. Como a família não tinha recursos financeiros, custeamos o enterro.
Foi no dia 18/12/1978, às 9 horas, no Cemitério da Saudade, cova 395.
 
Personagens:
1 - Cosme Vieira Lima, 14 anos. Morava no Bairro São Bernardo. Havia denúncias de que participava de uma gangue que se escondia no Alto dos Minérios. Foi assassinado no dia 06/12/1978, na Delegacia Especializada de Furtos e Roubos.
 
2 - Elias Marques de Souza, 33 anos. Segundo relatório policial, assassinou Cosme Vieira Lima.
 
3 - Maria das Dores Fernandes Lima, 39 anos, mãe de Cosme Vieira Lima. Depois de percorrer vários setores após a prisão do filho, desesperada, recorreu às autoridades do Juizado de Menores. Era cardíaca e depois de ser informada sobre o assassinato do filho, teve de ser internada no Hospital Miguel Couto.
 
4 - Juíza Maria Lúcia Caporali de Freitas. Trabalhava no Juizado de Menores. Foi quem deu a notícia para Dona Maria das Dores sobre o assassinato de seu filho.
 
5 - Dr. Salim, médico do Hospital Miguel Couto, foi quem atendeu Dona Maria das Dores, Rua Ouro Preto, 1102.
 
6 - Juiz Cantídio Pereira Alvim.
 
7 - Adilson Osório de Freitas, Comissário de Menores, empenhado na prisão de Cosme vieira Lima.
 
8 - Cid Nelson Saffe, Corregedor-Geral da Polícia, remeteu inquérito ao Fórum Lafayete, através do ofício nº 3217CGP78.
 
9 - Coronel Armando Amaral, Secretário de Segurança.
 
10 - Delegado José Ribeiro, da Furtos e Roubos. Afastado imediatamente, após o assassinato de Cosme vieira Lima.
 
11 - Promotor José Gaspar Nogueira, pediu a decretação da prisão preventiva de Elias Marques de Souza.
 
12 - Juiz Tito Lívio de Souza. Sumariante do I Tribunal do Júri. Acatou o pedido da promotoria pública, decretando a prisão preventiva de Elias Marques de Souza.
 
13 - Escrivã Olinda Batista de Andrade. Expediu o mandado de prisão.
 
14 - Sete menores de 18 anos estavam presos na Delegacia de Furtos e Roubos:
J.L.D. (17 anos)
J.J.S. (17 anos)
W.P.M. (17 anos)
L.C.A. (17 anos)
U.E.M. (15 anos)
J.A.G. (17 anos)
W.S.G. (15 anos).
 
 O RELATÓRIO POLICIAL
"Os presentes autos provam de maneira inequívoca que no dia 6 de dezembro de 1978 Elias Marques de Souza assassinou, de maneira bárbara, Cosme Vieira Lima."
 
Os fatos
Marginal de alta periculosidade, Elias Marques de Sousa teve várias entradas na Delegacia Especializada de Furtos e Roubos, sendo inclusive condenado por crime de roubo à mão armada.
Ouvido em Cartório, confessa tranquilamente seus delitos e ainda afirma que há cerca de quinze dias foi procurado por Cosme Vieira Lima que fez a proposta de participar de um assalto e nesta oportunidade Elias pôs em dúvida a "'moral" de Cosme, por ser este ainda menor e contar somente quatorze anos, embora seja também marginal.
Cosme Vieira Lima lhe respondeu que não havia grilo nenhum porque também se considerava homem.
Embora afirma que não "topou" a proposta de Cosme, Elias, no entanto, se propôs a arranjar munição e entrou em contato com seus amigos também marginais, tendo de fato arranjado cinco projetis calibre 32.
Tendo de fato havido o assalto, Cosme Vieira Lima acabou sendo conduzido à Delegacia Especializada de Furtos e Roubos e aí informou que Elias Marques de Souza havia também participado do assalto, o que enfureceu este último, que se considerou traído segundo o código dos marginais.
Assim, planejou vingar-se de Cosme Vieira Lima.
Encontrando-se com ele na mesma sala de triagem da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos, onde havia outros elementos esperando destinação certa, cerca das seis e trinta da manhã do dia 6 de dezembro de 1978, logo que deram entrada no cômodo, Elias passou a deliberadamente provocar Cosme Vieira Lima dizendo-lhe - "Você foi me buscar lá em casa", ao que Cosme respondeu que não havia ido buscá-lo e sim ido buscar um revólver, acrescentando: "Você tem é que se ..." ao que retrucou Elias: - "Admiro você dizer que eu tenho que me ..." sendo estas, segundo a testemunha Ubiratan Esteves Machado, as únicas palavras trocadas entre Cosme Vieira Lima e Elias Marques de Souza.
Após esta troca de palavras, Cosme Vieira Lima foi dormir, enquanto Elias Marques de Souza permanecia andando de um lado para o outro, ruminando seu ódio contra o delator.
Tendo se certificado de que Cosme Vieira Lima estava dormindo, Elias ainda aguardou uns cinco minutos e inopinadamente investiu contra seu inimigo, que estava deitado no chão, mantendo a cabeça de lado e disto se prevaleceu Elias para desferir em Cosme um violento pisão à altura das têmporas, pisão este tão violento que logo imobilizou Cosme tirando-lhe qualquer chance de defesa.
Seguiram-se outros pontapés violentos por todo o corpo de Cosme, procurando Elias atingir sempre a cabeça de Cosme, além de atingi-lo também em outras partes do corpo. Tudo ocorreu rapidamente. Cosme não teve sequer a oportunidade de soltar um grito de acordo.
A testemunha Ubiratan Esteves Machado informa que depois de atingir violentamente Cosme, o prontidão da Delegacia percebeu que algo de anormal ocorria na cela, tendo se aproximado da porta e perguntou o que estava ocorrendo. Elias respondeu que não era nada e que somente um rapaz é que estava passando mal, com derrame.
O prontidão ao ver Cosme deitado tratou de ir buscar recursos e foi o suficiente para Elias covardemente voltar a carga contra Cosme, Elias também lhe deu uma forte gravata.
Os companheiros de triagem nada puderam fazer para salvar Cosme, dada a violência, mormente dos primeiros golpes desferidos por Elias.
A testemunha Ubiratan Esteves Machado afirma que chegou a ouvir o ruído dos ossos da cabeça de Cosme se quebrando, enquanto Elias chutava violentamente a sua cabeça.
Logo após o ataque a Cosme, Elias afirmou que ninguém ali precisava ter medo porque se Cosme morresse, ele Elias, assumiria a responsabilidade, e de fato o fez.
O indiciado confessa tranquilamente o seu crime e entre outras coisas afirma que pratica o esporte denominado "capoeira" no qual se sabe que o uso das pernas em movimentos acrobáticos é a base de tal esporte. Acrescente-se que Elias é de tipo atlético, ao passo que Cosme era de constituição franzina.
 
Laudo de necropsia
O laudo de necropsia vem robustecer a prova contra Elias Marques de Souza, pois o exame interno informa que "examinada a calota craniana foi verificada fratura linear extensa, com afundamento ósseo ao nível da região temporal direita, com hemorragia cerebral", que prova que a testemunha Ubiratan Esteves Machado foi precisa em seu depoimento.
Na cavidade toracico-abdominal foi encontrada solução hemorrágica ao nível do osso externo.
Conclui o laudo que a causa mortis foi "fratura do crânio com hemorragia cerebral".
 
Prova testemunhal
Não bastasse a confissão espontânea de Elias Marques de Souza, a prova testemunhal também o incrimina definitivamente.
Jorge Luiz Dias também viu o massacre de Cosme praticado por Elias, afirmando que este pisoteou Cosme no rosto e presenciou Elias afirmar que assumiria a responsabilidade de seu crime.
Luiz Carlos Alves ouviu de sua cela comentários a respeito de que um rapaz tivera sua cabeça "amassada".
Valdir de Paula Madeira também ouviu comentários a respeito do crime, o mesmo acontecedendo com José Jorge da Silva.
 
Prisão preventiva
MM Juiz de Direito
Elias Marques de Souza é porque, sendo válido para qualquer tipo de serviço, no entanto foge dele como o diabo foge da cruz.
Vadio, de alta periculosidade, dado a entorpecentes, segundo ele próprio confessa, frio e cínico, eis o estofo moral do indiciado.
Além de tudo isto, Elias Marques de Souza não tem residência fixa.
Pelas razões expostas e para a garantia da aplicação da lei penal, requeiro a Vossa Excelência a prisão preventiva de Elias Marques de Souza.
Criado sem pai e com a mãe doente, a vítima trilhava igualmente o caminho do crime.
O próprio irmão da vítima, Sebastião Vieira Lima, afirma que Cosme raras vezes dormia em casa, embora contasse apenas 14 anos de idade.
Andava armado de revólver e sua companhia era somente de marginais de alta periculosidade.
Segundo Sebastião Vieira Lima, seu irmão Cosme dava muitos desgostos a sua mãe, que frequentemente mandava procurá-lo.
Diz ainda Sebastião que a razão da agressão de Elias a Cosme foi a denúncia que este fez à polícia de que Elias também participara de assaltos, sendo certo que determinado dia, Cosme ao passar de táxi pela Avenida Silviano Brandão, juntamente com Sebastião e Damasceno, ouviu ambos comentarem que fora no bairro do Horto que assaltaram uma mercearia.
Juntem-se aos presentes autos os antecedentes criminais de Elias Marques de Souza, bem como o Boletim PC-10.
Remetam-se ao MM Juiz de Direito da Vara Criminal da Capital, com as cautelas de praxe.


Escrito por betinhoduarte às 17h31
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   VIDEOGAMES EDUCANDO PARA MATAR I



Escrito por betinhoduarte às 17h08
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   VIDEOGAMES EDUCANDO PARA MATAR II



Escrito por betinhoduarte às 17h07
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   VIDEOGAMES EDUCANDO PARA MATAR III



Escrito por betinhoduarte às 17h06
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   VIDEOGAMES EDUCANDO PARA MATAR IV



Escrito por betinhoduarte às 17h05
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   VIDEOGAMES EDUCANDO PARA MATAR

BETINHO DUARTE em 1993 lançou  e coordenou a campanha CONTRA A FOME E A VIOLÊNCIA, TROQUE AS ARMAS. O resultado foi positivo: mais de 80 mil armas de verdade e de brinquedo foram trocadas por bolas, bonecas, livros e cestas básicas.
Em continuidade veio a campanha PAZ NO LAR, com o objetivo de alertar os pais contra a banalização da violência e da pornografia nos programas de televisão, internet, RPG, livros e revistas.
Em 14/10/99, BETINHO DUARTE, como  Presidente da TV BEM – Instituto de Defesa do Telespectador -, enviou  ao Procurador da República em Minas Gerais um extenso relatório contendo uma "relação de títulos de videogames violentos, disponíveis em nosso mercado", solicitando-lhe que fossem tomadas as medidas cabíveis, principalmente aos abaixo relacionados:
1) Doom: é o jogo em três dimensões mais famoso. Ele dá ao jogador a sensação de estar no meio da ação. Os inimigos são monstros, demônios e mortos-vivos numa base espacial. O arsenal é variado, mas o jogador tem a opção de usar só a serra elétrica, que produz mais sangue. 2) Postal – um "serial killer" [matador em série] disfarçado de carteiro é o personagem central de Postal. A graça é matar o maior número de cidadãos em diferentes ambientes de uma cidade – supermercados, ruas e lojas. Para dar mais ação à trama foi criado o Santa Patch, um programa que transforma o serial killer em Papai Noel.

3) Mortal Kombat – é um game de luta, disputada com braços, pernas e poderes mágicos. O combate só termina com a morte, sempre violenta, de um dos dois personagens. A pancadaria inclui golpes particularmente cruéis, geralmente aplicados quando o adversário já foi subjugado. Haja sangue!
4) Requiem – chega de alienígenas aterrorizando os cidadãos. Desta vez, VOCÊ é o terror da humanidade. … basta levantar a mão na direção da multidão que alguém começará a gritar como louco… Você pode criar criaturas mundanas dentro de seus inimigos, ferver seus litros de sangue ao ponto de explodi-los ou até mesmo transformar seus corpos em sal! Este último é um dos efeitos mais interessantes já visto em um game de tiro em primeira pessoa. E seguem descrevendo os sons do jogo, ‘variando de temas sacros e corais, daqueles executados em catedrais, a batidas mais sombrias e frenéticas…’ Parece-me que isso tudo é citação da propaganda em PC Generation, citada pelos autores, seja lá o que isso for.
5) Blood – o objetivo do jogo é matar o maior número de pessoas usando, inclusive, dinamite."
Betinho Duarte ainda citou que conseguiu comprar dois jogos proibidos, anexando o recibo da compra: Carmageddon I e II. Nesses jogos, o jogador dirige um carro desenhado na tela, e o objetivo é atropelar o maior número de pessoas possível, em especial idosos e crianças. Pegar um transeunte na calçada dá mais pontos ao "motorista".
 BETINHO DUARTE editou os vídeos abaixo em 22 de Setembro de 2000 como peça dessa campanha. Eles também  serviram de prova numa ação  enviada ao Ministério Público Federal. Acionado, o Ministério da Justiça proibiu a comercialização de vários viodegames e tornou obrigatória a  classificação etária dos demais. 





Escrito por betinhoduarte às 17h03
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   ANISTIA PARA TORTURADORES NÃO

TORTURA É CRIME DE LESA HUMANIDADE, IMPRESCRITIVEL E INANFIANÇAVEL.

O Supremo Tribunal Federal marcou o julgamento do processo (ADPF 153) que requer que o STF declare que a Lei de Anistia não se aplica aos crimes comuns praticados pelos agentes da repressão contra os seus opositores políticos, durante o regime militar. O Manifesto já recebeu 15.800 assinaturas Se você conhece alguém que possa aderir, encaminhe o link para possibilitar o conhecimento do apelo, os subscritores e outras informações

http://www.ajd.org.br/anistia_port.php

Os crimes praticados durante a ditadura, como tortura, assassinato, desaparecimento forçado, são crimes contra a humanidade e nesta medida não podem ser anistiados. A decisão do STF estabelecerá um novo marco de democracia para o Brasil.

 O julgamento será:

 Dia: 14.10.2010 terça feira

Local: Supremo Tribunal Federal, em Brasília fonte : Comitê Contra a Anistia aos Torturadores e Associação Juizes para a Democracia



Escrito por betinhoduarte às 15h43
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VIDEO INÉDITO SOBRE TORTURA


A TV câmara apresentou ao vivo, no 4 Seminário Latino-Americano de Anistia e Direitos Humanos.
No enredo do seminário, foi exibido o documentário Brazil: A Report on Torture (1971), de Haskell Wexler e Saul Landau.
Filmado no Chile, logo após a chegada dos 70 presos políticos brasileiros trocados pelo embaixador suíço, é um documentário com cenas fortes (há reconstituições de vários tipos de tortura).
Quem quiser, pode assisti-lo aqui:
Os idiomas usados no documentário são majoritariamente português e "portunhol", com legendas em inglês. Para quem fala inglês, há uma pequena introdução de quinze minutos, na mesma página, com os autores do documentário, falando, recentemente, sobre como foi feito. Eles estavam no Chile, para entrevistar Salvador Allende, e, enquanto esperavam para marcar a entrevista, ficaram sabendo da chegada do grupo. Resolveram entrevistá-los. É um documento histórico. Um dos entrevistados é o Frei Tito, que, mais tarde, veio a se suicidar (em 1974, na França), assim como uma outra entrevistada, Maria Auxiliadora Lara Barcelos, que também se matou (em 1976, em Berlim).
No vídeo, aparecem também Jean Marc van der Weid, ex-presidente da UNE e Nancy Mangabeira Unger, irmã do ex-ministro. Seria interessante saber se alguém consegue identificar os entrevistados e o que foi feito deles nos anos seguintes.


Escrito por betinhoduarte às 14h21
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   PUBLICIDADE INFANTIL - DIGA NÃO



Escrito por betinhoduarte às 13h07
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   HILDEGARD ANGEL DEPOIMENTO EMOCIONANTE

HILDEGARD ANGEL  FOI VITIMA DA DITADURA MILITAR. SUA MÃE ZUZU ANGEL (FAMOSA ESTILISTA) , SEU IRMÃO E CUNHADA FORAM ASSASSINADOS PELA DITADURA MILITAR.

Betinho Duarte homenageia Hildegard Angel durante as homenagens em memória a todos que lutaram contra a Ditadura Militar, entre eles, seus familiares Zuzu Angel (mãe), Stuart Edgar Angel Jones (irmão) e Sônia Maria de Moraes Angel Jones (cunhada), com uma cópia da escultura "ARCO DA MALDADE" criado pelo arquiteto Oscar Niemeyer .
Betinho Duarte, enquanto Presidente da Câmara idealizou o projeto Tributo à Utopia realizado em 31 de março de 2004, com o objetivo de reverenciar a memória dos mortos e desaparecidos políticos durante a Ditadura Militar. Na ocasião, Hidelgard Angel representou seus familiares e escreveu na sua coluna do Jornal do Brasil o texto abaixo transcrito:
TRIBUTO À UTOPIA
Foram nove meses de gestação.
Em julho do ano passado, o vereador Betinho Duarte, presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, expediu cartas para os quatro cantos do país falando de seu projeto de um evento que lembrasse os 40 anos de golpe militar, em março de 2004, e que contasse essa história brasileira às novas gerações, que a desconhecem.
Como retorno, recebeu congratulações, mas não a esperada adesão ao projeto.
Com paciência, Betinho atraiu aliados - a Rede Minas, a prefeitura, o governo do Estado.
E esta semana Belo Horizonte realizou uma das mais completas e expressivas manifestações, por ocasião desse constrangedor aniversário...
O Estádio Mineirão lotou com milhares de jovens brindados por um show de artistas locais interpretando as músicas emblemáticas daquela época.
Houve seminário.
Por fim, na terça-feira, dia 31 de março, o plenário da Câmara Municipal de Belo Horizonte lotou para a entrega da condecoração Tributo à Utopia, àqueles 150 nomes de Minas, ou ligados ao Estado de Minas, que foram perseguidos, presos, punidos, torturados, flagelados, mortos pelo golpe militar...
Quanta emoção! A sala era um pote até aqui de lágrimas. Lá estavam aquelas 150 pessoas - 148, para ser precisa - que sofreram na carne a tirania do regime arbitrário, representadas, quase todas, pelos seus sobreviventes. As mães e mulheres, os filhos, pais, irmãos, os maridos. De dez em dez nomes, eles recebiam o colar com a grande medalha, silenciosos. Falar o quê? Os rostos diziam. As noites sem dormir, a ansiedade da espera, o desespero da dúvida, o cansaço da busca, o choque da notícia trágica, estava tudo lá, escrito naqueles vincos, traços e rugas, cortando testas, circundando olhos, margeando bocas...
Eu, ali, procurando adivinhar a história de cada um. Naqueles olhares, onde antes devia haver revolta, eu encontrava a opacidade da dor esmaecida. Alguns choravam. Outros não. Alguns sorriam, envaidecidos. Uma daquelas mães, ar de fragilidade, sorriso quase infantil, ostentava duas medalhas. Eram dois filhos mortos que luziam em medalhões dourados, presos à fita de gorgorão vermelho. Nos olhinhos que brilhavam, o orgulho contente da homenagem se confundia com a tristeza da perda
...






 



Escrito por betinhoduarte às 13h02
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